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Uma peça histórica monumental de enorme valor etnográfico e político para o seu Gabinete de Curiosidades. Esta rara escultura de chão, esculpida à mão em madeira maciça escura e densa, provém de Moçambique e remonta ao período colonial português (meados do Século XX).
A obra funde de forma única a soberania oficial portuguesa da época com a expressividade e tradição da escultura ancestral africana.
Destaques e Simbolismo da Obra:
- Heráldica Colonial: O topo exibe uma placa com as pontas dobradas, emulando um pergaminho ou edital real, ostentando as gravações da Águia e o Brasão das Cinco Quinas de Portugal.
- Arquitetura Escultórica: A estrutura desce num semi-arco central que se conecta de forma orgânica às cabeças esculpidas de dois africanos, fixando-se na zona das orelhas.
- Composição Humana Espelhada: As duas figuras africanas surgem voltadas uma para a outra, com rostos expressivos e detalhados. Das suas cabeças estende-se o tronco, que remata com as mãos repousadas suavemente sobre o colo e os pés descalços esculpidos na base.
- Material de Alta Densidade: Esculpida numa madeira escura e pesada de grande nobreza (característica do pau preto ou jacarandá africano da região), exibindo uma pátina natural magnífica.
- Fabrico Totalmente Artesanal e Primitivo: A peça exibe na sua totalidade a textura autêntica do trabalho manual entalhado à goiva. Este acabamento deliberadamente rústico e orgânico realça o caráter de 'Arte Brut' e a força primitiva da escultura, tornando cada detalhe absolutamente único e impossível de replicar industrialmente.
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Estado de Conservação: Artigo vintage usado, em muito boas condições estruturais, preservando toda a força dos entalhes originais e a estabilidade necessária para ser exibida diretamente no chão.
Uma peça densa, de forte presença cénica e carga histórica, altamente cobiçada por colecionadores de arte colonial, heráldica portuguesa e arte tribal africana.
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